terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Instituição da capela dos de Velude (1350)

No dia 16 de Março de 1756, o escrivão da Provedoria da Comarca de Lamego, José de Sequeira Pereira, dirigiu-se ao lugar do Enxertado, do concelho de Resende. Aí o esperava José de Melo Perestrelo, nobre senhor da casa daquele lugar e descendente dos Morgados de Velude, que na sua posse tinha cópia da escritura original da fundação do vínculo. Esta instituição definia, mais do que um conjunto de bens indivisíveis para usufruto do administrador, um conjunto de regras e património destinado à manutenção de um património religioso linhagístico. Em suma, tratava-se da fundação de uma capela - nos sentidos jurídico e físico do termo. Esta capela situava-se, então, no coxão da ossia da igreja de São João Baptista de Cinfães, onde o instituidor, Vasco Esteves de Matos e sua mulher deviam deitar-se para dormir o sono eterno. Embora a capela original já não exista, mercê das modificações setecentistas, ainda subsistem os dois moimentos, encaixados em dois arcossólios. Para salvaguardar o dito documento de instituição procedeu-se à sua transcrição no livro da Provedoria. Graças a este facto é-nos possível vislumbrar um pouco da vida e do quotidiano de um nobre de Cinfães no século XIV. Continuando a nossa política de pedagogia pela história, disponibilizamos aqui a transcrição paleográfica do traslado de 1756, devidamente anotado. Posteriormente publicaremos o testamento do primeiro morgado, Martim Esteves de Matos. Relembramos que, quer a transcrição, quer as anotações e o preâmbulo podem ser divulgados, mas não sem a devida citação.


TRANSCRIÇÃO
Respeitamos a ortografia e desdobrámos as abreviaturas. Os fólios e anotações à legibilidade ou estado do documento vão entre parêntesis rectos. Os negritos indicam que a palavra ou expressão segue desenvolvida em nota final.

1756, Março, 16 - Traslado da instituição de capela mandada fundar por Vasco Esteves de Matos nas notas do tabelião de Cinfães, Vicente Esteves, a 13 de Fevereiro de 1350 (o documento diz era de 1388).
Arquivo Histórico Municipal de Lamego, Livro da Provedoria, I, fólios 419-421.

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Votação para melhor blogue regional/local de 2011


Estão abertas as votações no blogue Aventar para, entre outros, o melhor blogue regional de 2011. O História de Cinfães encontra-se entre os nomeados. As votações são até 21 de Janeiro. Podem votar aqui: http://aventar.eu/blogs-do-ano-2011/. Votar é também uma forma de levar o nome de Cinfães à blogosfera de qualidade por isso, desde já, o meu obrigado a todos.

O administrador
N.R.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Heráldica de famílias de Cinfães


Desenho heráldico das armas dos Pintos, ligados a Chã, lugarejo da freguesia de Ferreiros de Tendais. O esboço é da autoria de D. João Ribeiro Gaio, bispo de Malaca e foi incluído na sua obra Coplas às armas de Portugal, manuscrito do século XVI (acessível aqui). D. João Ribeiro Gaio deixou vasta descendência, alguma dela em Cinfães. Era seu bisneto Manuel de Vasconcelos Pereira (1640-1708), familiar do Santo Ofício e nobre proprietário da casa da Fervença, de quem falaremos noutra ocasião.

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