terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Votos.

Ermida do Senhor do Amparo, f. de Alhões, Cinfães, 2004 (c) Nuno Resende


A todos os leitores, cinfanenses e amigos, o autor do blogue História de Cinfães deseja um Santo Natal.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para que serve a História?

Muitas pessoas confundem História com estória e consideram ambas as palavras como sinónimo para carolice, distracção, passatempo. Enganam-se. A História é o motor das sociedades, das civilizações. Se não recordássemos, viveríamos envoltos numa espécie de nevoeiro: sem orientação não saberíamos de onde tínhamos vindo, nem para onde deveríamos seguir. Um exemplo muito interessante do resultado  do estudo do Passado é poder acautelar o presente e o futuro. Não se trata do recurso a artes adivinhatórias, mas de um planeamento pensado e sério com base em acontecimentos dos quais já não existe tradição oral, mas que um historiador pode reconstituir analisando ou cruzando documentos. Vejamos o caso dos alagos na região de Cinfães. Em 2005 uma enxurrada provocou o pânico em Vila de Muros; já havia memória de algo semelhante ter acontecido, em 1977, e o História de Cinfães recuperou a notícia de um destes desprendimentos de terra e água que atingiu a aldeia em 1844. Mas noutros locais do actual concelho de Cinfães já sucederam casos semelhantes tendo havido registo de mortos e elevados prejuízos, como o que sucedeu, também em 1844, entre as freguesias de São Cristóvão de Nogueira e Santiago de Piães:

"Segundo participação do Governador Civil de Vizeu, em data de 16 do corrente [Março], consta que a 27 [de Fevereiro] do passado, pelas dez horas da manhã, entre as freguezias de S. Christóvão de Nogueira do concelho de Sinfães e Sant-Yago de Piães, do concelho de Sanfins, houve uma explosão de agua e pedras, que seguiu para o lado opposto da freguezia de S. Christovam, na direcção do ribeiro de Oleiros até ao Douro, ganhando n'este curso grande incremento, e causando muitos estragos em distancia de mais de uma legoa. § Destruiu todos os terrenos, fazendo vallas de 60 palmos de altura, e de 30 braças de largo; levou no seu curso 50 moinhos ou azenhas, entulhou o Doiro, e causou a morte a 8 ou 9 pessoas, entre as quaes havia uma familia inteira. O estrago calcula-se em sessenta contos de réis."  Revista Universal Lisbonense, 1844, p. 392.

Se as devidas autoridades que tratam do desenvolvimento e planeamento urbanístico, se socorressem de Historiadores, talvez os Planos Director Municipais fossem gizados com mais cuidado e pudessem evitar a repetição destes fenómenos ou, pelo menos, salvaguardar pessoas e bens de futuras tragédias. Afinal, a História, como se pode ver, não serve apenas para entreter literatos ou decorar estantes. É uma ciência e, como todas as ciências, deve ter por finalidade servir a Humanidade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Camilo de passagem.

Embora durante a construção da linha do Douro se tivesse discutido sobre o melhor local para colocar a estação que melhor serviria o concelho de Cinfães (alguns políticos sugeriam a Pala) o certo é que com a edificação da ponte metálica de Porto Antigo na década de 1890, Mosteirô passou a ser um dos principais pontos de paragem daquela via férrea. Por aqui passou Camilo Castelo Branco em 1881, numa das fases mais perturbadas da sua vida:


Estamos os dois selvagens, meu caro Negrão. Tu em Mosteirô e eu em S. Miguel de Seide. Ha sete mezes estive na estação proxima de tua casa. Não podia ir abraçar-te porque acompanhava meu filho Jorge que indoudeceu aos 16 annos, tem hoje 18, e está irremediavelmente perdido. Quando passei vinha das Pedras Salgadas onde elle apenas se demorou 2 horas, e quiz immediatamente oltar para casa. Eu adoro este desgraçado; e o que peço a Deus é que m'o deixe viver assim.

Carta de 1 de Abril de 1881, Visconde de Villa Moura, Camillo inédito, pp. 28-29.

domingo, 14 de novembro de 2010

Revista Prado #4

Foi recentemente lançado o número 4 da Revista Prado, uma edição da Associação para a Defesa do Vale do Bestança. É uma revista de âmbito regional, com um excelente grafismo e com intervenções variadas que vão do ensaio à poesia e à literatura, passando pela fotografia, da responsabilidade de Jorge Ventura. Destacamos neste número, os estudos, tão oportunos, sobre paisagem, património, cultura e planeanento, de Ângela Silva e de Pedro Chamusca e o ensaio histórico sobre ilegitimidade, mulher e família no extinto concelho de Tendais, entre 1751 e 1810, da autoria do historiador cinfanense Nuno Resende. A revista pode ser adquirida no sítio da ADVB.

Mapa de Travanca (1956)

Um mapa da freguesia de Travanca, publicado em BROCHADO, Abílio Costa - «A freguesia de Travanca do concelho de Cinfães. Apontamentos para a sua história, IV: capelas da freguesia. Douro Litoral, Porto, JPDL, 7ª série, I-II, (1956) 69-147.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bibliografia cinfanense #5

GONÇALVES, Abel, padre - Catarse. [Braga]: [edição do autor], 2007, ISBN: 978-989-20-0860-8.


Chegou-nos recentemente às mãos, por amável oferta do seu autor, o livro Catarse. Trata-se de uma edição de memórias pessoais do Padre Abel Gonçalves, cinfanense, natural do lugar das Pias. É um exercício de lembrança, dolorosa por um lado, saudosa, por outro, dos tempos de Guerra Colonial, que o autor viveu entre 1971 e 1974. E é, também, um olhar-homenagem de e para todos aqueles (muitos cinfanenses) que deixaram a sua terra, uns para não voltarem, outros para a ela regressarem com as inevitáveis marcas da guerra. Este livro é, pois, um documento privilegiado dessa época.
"Abel Gonçalves nasceu no lugar de Pias, freguesia e concelho de Cinfães, a 1 de Novembro de 1931. Em Outubro de 1958 concluiu o Curso de Teologia no Seimnário Menor de Lamego. Em Outubro desse ano, foi nomeado Pároco de Valença do Douro. Após ter passado por várias dioceses, em Março de 1971 foi incorporado no Exército e seguiu com o Batalhão 1911 para a Província Ultramarina da Guiné, com o posto de Alferes. Havia de voltar a África, em 1972. Regressa a Portugal no atribulado ano de 1974. Em 1987, por velhice e doença dos, após vinte anos de serviço efectivo pede a passagem à situação de reforma. Presentemente é um dos capelães da Capela das Almas, no Porto". (da badana)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tendais house: um prémio de arquitectura em Cinfães

Foto retirada daqui.

A freguesia de Tendais, no concelho de Cinfães, entrou recentemente para o roteiro da arquitectura contemporânea de qualidade, com a atribuição de um prémio, em Miami, ao arquitecto Fernando Mendes Pinheiro pela habitação que projectou para o lugar de Quinhão (Cabo). 
«A CASA DA ARQUITECTURA inaugura a 5 de Novembro, pelas 21h00, a 3ª exposição do Ciclo “Jovens Arquitectos Premiados” com a apresentação do projecto “Tendais House” distinguido com a medalha de prata na Bienal de Arquitectura de Miami Beach 2009 na categoria “Habitação Unifamiliar” do arquitecto, Fernando Mendes Pinheiro (A43 arquitectura).» Mais informações em Casa da Arquitectura.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cinfães do Douro, ou apenas Cinfães?

Um dos erros mais comuns que se comete ao escrever ou ao referir-se ao concelho Cinfães é denominá-lo Cinfães do Douro. Esta designação não existe nem nunca existiu como designação oficial. De resto, só se utilizam as expressões "do Douro", "da Serra", "da Beira", "velha", "nova", etcª, quando são conhecidas duas ou mais localidades com o mesmo nome, como as inúmeras Oliveiras que, para se diferenciarem geograficamente entre si acrescentaram o topónimo ou macro-topónimo do território em que estão localizadas (ex.º Oliveira do Douro e Oliveira da Serra). Ora, não existe em Portugal outra povoação com o nome de Cinfães, pelo que nunca foi necessário estabelecer qualquer diferenciação geográfica.
A confusão para a denominação Cinfães do Douro deve residir em dois factos: o primeiro, o mais óbvio, de que Cinfães se encontra próximo daquele rio e daí surja a associação entre ambos; o segundo facto prende-se com o topónimo Sanfins que foi, até 1855, o nome de um dos concelhos que se extinguiu para originar o actual município cinfanense. Pois bem, existem, ao longo do vale duriense, duas (outrora importantes) povoações chamadas Sanfins. Uma em Santiago de Piães e outra no actual concelho de Alijó. Como ambas foram sedes de município até ao Liberalismo, houve necessidade de distingui-las pela sua localização.
Apesar de Sanfins, próximo a Piães, ficar relativamente perto do Douro, recebeu o epíteto "da Beira", pois até ao século XX (antes de ser criada a Província do Douro Litoral) situava-se nessa região e a Sanfins de Alijó, ficou sendo "do Douro" por se encontrar no coração daquela região demarcada. Ora, Cinfães e Sanfins são palavras foneticamente muito próximas e é natural que parte da confusão resida nesse facto. É afinal um absoluto desperdício de palavras e até um contra-senso acrescentar "do Douro", mesmo que, por motivos turísticos que se queira aproximar ao rio uma localidade que, infelizmente, surge amiúde nas notícias por motivos menos honrosos. De resto não existe Baião do Douro ou Resende do Douro.
O topónimo Cinfães é suficiente para nomear esta localidade, de resto hoje, e desde 1855, composta equilibradamente por uma parte serrana e uma  "zona" ribeirinha. O seu caráter reside, aliás, nesse nome único na toponímia portuguesa.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A toponímia em Cinfães.



Cinfães tem um problema toponímico. Quer isto dizer que, na recente febre de baptizar todas as ruas, quelhos, congostas, becos e rotundas, tem-se ignorado que o município possui uma toponímia histórica, construída pelos seus habitantes e tem uma História, que os habitantes e os governantes municipais infelizmente ignoram. Talvez por isso se tenha optado por nomear artérias novas e antigas da vila de Cinfães com nomes de apaniguados partidários, heróis políticos nacionais e, mais raramente, um cinfanense (geralmente o mesmo, ou seja, Serpa Pinto). O problema é, contudo, regionalmente endémico e muito revelador do atraso cultural dos senhores que nos gabinetes das Câmaras decidem estas coisas. Já o é assim pelo menos desde o Estado Novo que baptizou as então pobres ruas de Cinfães com nomes de homens do regime, como Major Monteiro Leite ou Coronel Numa Pompílio. Mas, alguém, sabe quem foram estes homens? o que fizeram por Cinfães e qual a sua importância a nível nacional? Claro que não. Como amanhã ninguém saberá quem foi o fulano ou sicrano que sendo apenas mais um médico, um político, um padre ou um juíz que mais não fizeram do que cumprir a obrigação profissional, vêm o seu nome atribuído a uma rua . Entretanto perde-se a toponímia e a memória histórica, que de tão maltratadas andam pelas ruas da amargura. Ao menos dê-se a uma avenida nova o nome de Avenida dos Cinfanenses, como respeito por quem cá e pelo mundo fora chora a distância à sua terra. Anónimos que construíram com as mãos este concelho e por quem os grandes e poderosos cada vez têm menos respeito.

sábado, 9 de outubro de 2010

Cinfães representada na 1.ª revista dos bens culturais da Igreja em Portugal


Com o artigo: RESENDE, Nuno - "O discurso do tempo: para uma releitura das Memórias Paroquiais de 1758. Invenire, Lisboa: SNBCI, n.º 1 (2010) 14-17.


"Única publicação nacional que se dedica a informar sobre o património cultural, documental e artístico da Igreja Católica em Portugal, aposta na difusão de projectos de salvaguarda e intervenções de valorização, mas também na divulgação de estudos inéditos, propostas de interpretação actuais e obras pouco conhecidas do público em geral. É essa a sua especificidade. A articulação entre temas da actualidade, numa vertente informativa, e estudos de natureza científica, baseados em investigações originais." Esta publicação é de excelente qualidade gráfica e de conteúdos diversificados. Será, com certeza, uma mais valia para o estudo, reconhecimento e salvaguarda do património em Portugal. Pode ser adquirida, aqui.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Bibliografia cinfanense #4


Saíram já as Actas do IV Congresso sobre a Ordem de Cister em Portugal e na Galiza. Sublinhamos o facto de virem a lume, nesta edição, novos dados sobre a presença daquela ordem religiosa no território do actual concelho de Cinfães, nomeadamente em Meridãos, Soutelo, e a Granja, três povoações da freguesia de Tendais. O artigo intitula-se "Escrever História sem palavras: a influência económica e espiritual dos mosteiros cistercienses de Tarouca e Salzedas na serra de Montemuro" e é da autoria de Nuno Resende. Embora se centre numa vasta região entre o Douro e o Paiva, o artigo dedica parte substancial à análise daqueles três casos que revelam a presença e a intervenção monástica a níveis económico e espiritual de e na humanização e no ordenamento territorial do actual concelho de Cinfães. Mais informações, aqui.

sábado, 18 de setembro de 2010

As preocupações de ontem. E as de hoje.

Porto Antigo

«Melhoramentos»

Poucas terras haverá que tanto careçam de melhoramentos relativamente a viação publica, como este concelho.
 
Existem apenas dous trechos de estradas de macadam, um que atravessa a fréguezia de Espadanedo, e penetra nas de Tarouquella e Sozéllo, e outro n’esta villa, que vae terminar em S. Christóvão, proveniente da quinta da Granja, do sr. Pedro de Bourbon. Ha ainda um bocado de poucas dezenas de metros, em Porto Antigo, juncto á ponte de Mosteirô. Tudo isto que é devido apenas ao sr. Conde de Castello de Paiva, é muito pouco para este concelho, onde ha caminhos que são verdadeiros precipicios, e onde e a necessidade de communicações mais commodas muito se faz sentir. A ligação dos trechos de estradas mencionados traria grandes vantagens para o publico, e para o commercio d’esta villa, com a estação de Mosteirô por meio de uma via commoda e por onde possam transitar á vontade os vehiculos: uma estrada de mac-adam que partindo das proximidades do tribunal, para onde a villa tende a deslocar-se, fosse atravessar o Ribeiro Bestança, perto da emboccadura por meio de uma ponte, tinha a grande vantagem de tornar ás povoações de Porto Antigo e Souto do Rio facil a passagem no Bestança, que no inverno sómente se póde fazer em barco. É de tal necessidade esta ponte, que já dous particulares, a ex.mª sr.ª D. Maria, do Souto do Rio, e o sr. Adriano de Serpa, construiram um, n’esse sitio, á custa do seu bolso, a qual foi não ha muito tempo, arrebatada por uma cheia.

Fallando de melhoramentos não podemos occultar que a ligação d’esta villa com Castro Daire traria grande vantagem não sómente ao commercio de Sinfães, mas tambem aos povos de Castro Daire que teriam grande commodidade em se aproveitar d’essa estrada para irem para o comboyo sem terem de dar a volta a Lamego, como fazem agora. (…)
 
A Justiça de Sinfães, 06-06-1897. A fotografia foi extraída de GUIMARÃES, Bertino Daciano R. S. - Cinfães (subsídios para uma monografia do Concelho). Porto: Junta de Província do Douro Litoral, 1954, p. 81, sendo a fotografia da autoria de Júlio Bertino, do Porto.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Dicionário Histórico e Biográfico de Cinfães: A. Cardoso Esteves

António Cardoso Esteves
São Cristóvão de Nogueira, 1886 | 1934
Licenciado em Direito pela U.C.
Administrador Municipal de Castro Daire
Secretário da Presidência do Tribunal da Relação do Porto

O texto que damos aqui à estampa, em formato digital e devidamente transcrito, foi adquirido há alguns anos num alfarrabista do Porto. Artigo anónimo, dactilografado, destinava-se, talvez, a algum jornal local ou regional e ainda que escrito em tom laudatório e hagiográfico é um documento interessante para o conhecimento das relações sociais e do período político de final da Monarquia e transição para a República, cujo centenário este ano se evoca.


(clique sobre as imagens para aumentar)


O Dr. António Cardoso Esteves, nascido no Temporão, lugar da Freguesia de S. Cristóvão de Nogueira, do concelho de Cinfães, foi um democrata convicto que militou no Partido Progressista ao lado de vultos eminentes, de entre os quais haverá que lembrar o "Deputado da Ponte" - o Dr. Amadeu Leite de Vasconcelos - como ele também natural da referida freguesia de S. Cristóvão de Nogueira.

Iniciou a sua carreira profissional em Cinfães como advogado após a sua formatura pela Universidade de Coimbra em 1909, mas em breve ingressou na magistratura, desempenhando funções de Delegado do Ministério Público nos Açores e depois na comarca de Cuba, no Alentejo.

Daqui transitou para o lugar de pólítico de Administrador do concelho de Castro Daire, aproximando-se, portanto, da terra da sua naturalidade, pois são concelhos limítrofes, ambos do Distrito de Viseu.

A sua actividade política dirigira-se sempre no sentido do engrandecimento de toda essa pulquérrima região que lhe servira de berço e que muito amou durante toda a sua relativamente curta existência.

No entanto, os períodos conturbados de antes e a seguir à implantação da República em 1910, a deflagração da primeira Guerra Mundial, e essa época do final duma guerra, que nada resolveu de positivo para a humanidade, e os períodos incertos que se seguiram até à revolta de Braga que culminou com a instauração de um novo regime político, não permitiram que pudesse firmar e afirmar a sua capacidade de homem de acção.
Era, o Dr. António Cardoso Esteves, um político de honestidade e lealdade indesmentíveis, e de princípios firmes, atributos reconhecidos pelos seus próprios adversários políticos.

Quando deixou de ser Administrador do concelho de Castro Daire foi para ocupar o lugar de Secretário da Presidência do Tribunal da Relação do Porto, lugar cujas funções desempenhava quando a morte tragicamente o atingiu em Abril de 1934.
Em todos esses lugares soube granjear amizades firmes e duradouras, porque o seu trato era afável, e sobretudo, a bondade imperava no seu modo de ser e de se conduzir. Tudo isso contribuía para se impôr, como político, à consideração tanto de correligionários como de adversários políticos.
Foi sempre fiel, em quaisquer circunstâncias, ao seu pensamento político, fôssem quais fôssem os regimes ou os governos partidários tão inconstantes no período compreendido entre a implantação da República //

e o advento do regime instaurado após o 28 de Maio de 1926.

Essa sua firmeza de convicções, demonstra o seu caracter digno, que segue em frente por uma linha recta e da qual nada o consegue desviar.

Esta sua firme conduta não podia, naquele conturbado período da politica nacional portuguesa, deixar de lhe criar dissabores morais e físicos, como facilmente se compreende e ainda mais facilmente o compreendem os que viveram nessa época e que ainda tenham a felicidade de viver nesta data.

Sofreu fisicamente, andando "a monte", como então se dizia daqueles que tinham necessidade de se esconder para evitarem ser presos pelas autoridade às ordens dos dirigentes dos partidos adversos então nos "poleiros da governação", e que estendiam a sua influência até às autoridades regionais civis e militares.

Se algumas vezes andou fugido, isto é, escondido, não evitou que também tenha sido detido e estado preso conjuntamente com corregilionários seus às ordens da autoridade civil do concelho.

recordamos alguns desses espíritos liberais que compartilharam com ele as tarimbas da prisão: - o já referido Dr. Amadeu Leite de Vasconcelos, Roque Calheiros, Dr. Cunha, Dr. Arnaldo Reimão da Fonseca, José Ferreira Pinto de Oliveira, e outros...

A política, porém, não representava para ele um trampolim para se alcandorar, mas dado o seu caracter bondoso e justo, procurava através dela que a sociedade encontrasse uma melhor e mais eficiente justiça social.

Teve uma existência curta, falecendo em Abril de 1934 com apenas 48 anos de idade, mas soube impôr-se cirando [sic] amigos, que muito tempo depois ainda o recordavam com amizade, e entre os adversários políticos alguns houve que ainda ha relativamente poucos anos se lhe referiam com palavras respeitosas.

Faz bem recordar pessoas que pelo seu passado tenham dignificado o homem; dar-se a conhecer aos vindouros as lições dessas existêcias [sic] para que possam servir-lhes de modelo e neste caso está a existência da pessoa do Dr. António Cardoso Esteves que acabamos, em traços largos, de referir e de caracterizar.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cinfães: um percurso em imagens.

Está em preparação a maior base de dados fotográfica sobre o concelho de Cinfães, no Flickr. Visite o site, aprecie, comente, sugira e aprecie. Aqui ficam as primeiras contribuições.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Proximidades.

Anúncio do inicio do século XX. Sendo Aregos uma das estâncias termais mais procuradas em Portugal e, sobretudo, na região Norte, a ela acorriam muitos cinfanenses na busca de alívio para as suas maleitas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Literatura cinfanense: Alves Pinto (I)


ALVES PINTO, Laurentino (1943-) - Minha Nespereira nossa. [Porto]: edição de autor, 1977, 18,5x12,5 cm (com fotografia do autor e síntese biográfica na contra-capa)

O município de Cinfães possui já uma «tradição» literária de escrita realista e neo-realista, de produção local ou que toma a região como cenário, desde o já aqui referido Abel Botelho, passando por Alves Redol e Papiniano Carlos, até Guido de Monterey, Carlos Oliveira Silvestre e Alves Pinto. Da autoria deste último escritor, apresentamos o livro «Minha Nespereira Nossa», uma incursão memorialística pela freguesia de onde é natural, e cuja escrita privilegia a descrição dos indivíduos populares, ofícios e casos «típicos». Um interessante documento sobre a vivência nespereirense do século XX, escrito nos alvores da democracia da III República e cuja prosa é claramente influenciada pelos autores e temas neo-realistas portugueses.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica #7

Igreja matriz de Cinfães. Postal não circulado, s/ data, colecção de Nuno Resende
(A disponibilização de uma cópia digital desta fotografia está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Bibliografia cinfanense #3

Musa Sinfanense é um pequeno livro de poesia, da autoria de António Teixeira de Castro Montenegro, sobre quem pouco sabemos. Foi editado em 1938, provável edição de autor com distribuição a cargo da Livraria Progredior, no Porto. Através desde dado e da referência no prefácio, supomos que António Teixeira, embora ligado a Cinfães por laços familiares, devia ter vivido e singrado naquela cidade, (talvez como comerciante ou proprietário), dado que deseja legar 20% sobre o lucro da venda deste pequeno livro a favor dos alunos que frequentarem a Escola oficial masculina n.º 5, na Avenida Baltazar Guedes, ao Bonfim. Dado que a zona oriental do Porto, onde se localizava aquele estabelecimento de ensino, era área particularmente atractiva para migrantes e imigrantes, talvez António de Castro Montenegro aí vivesse ou por lá tivesse passado a caminho ou de retorno do Brasil. Pelos singelos poemas podemos ainda constatar a existência de uma filha, Marília (pp. 10-11), o gosto do autor por Camilo Castelo Branco (p. 17), a sua homenagem aos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral (que em 1938 retumbava ainda como um feito digno dos argonautas da Expansão) e o contacto com alguns dos espaços urbanos no Porto (Palácio de Cristal) e arredores (Leça, Gondomar). O autor dedica, ainda, uma poesia à sua Aldeia (pp. 42-44), sem, contudo, revelar o topónimo. Seria junto ao Paiva, pois a este rio se refere no poema «O primeiro mestre de natação» («o meu Paiva murmurante», p. 52). Sobre o percurso escolar de António Teixeira, é possível acrescentar algumas notas graças à poesia que legou. Em 1911 despediu-se da Escola Normal e passou algum tempo pelo hospital psiquiátrico Conde Ferreira, onde diz ter tirado um curso, «estudando, noite e dia / Letras, direito e até cursando psiquiatria», como refere um curioso poema em que rebate o remoque ou sátira de outrem em relação tal período. Como refere o anúncio na primeira página da obra, estava em preparação o 2.º volume desta Musa Sinfanense que, tanto quanto supomos, não terá chegado a ver a luz do dia. Referência bibliográfica: MONTENEGRO, António Teixeira de Castro - Musa Sinfanense. Porto: [edição de autor], 1938, 71 pp., 19,5x13 cm.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica #6


Igreja de Oliveira do Douro. Postal não circulado de uma colecção de 9 que reproduzem aspectos vários de Oliveira do Douro, finais do século XIX. Colecção particular. Atrás da pequena igreja de Oliveira (que nesta altura ainda não possuía campanário) a imponente Casa da Castanheira com os seus acrescentos e edifícios anexos. Embora suspeitemos que este postal seja anterior à implantação da República, não deixa de ser um documento valiosíssimo para o estudo da arquitectura e da própria evolução história da paisagem por terra de Cinfães, nos últimos 150 anos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #5

Ponte de Porto Antigo dinamitada em Janeiro de 1919 na sequência da «Monarquia do Norte, c. 1919, digitalização de positivo fotográfico em papel, colecção particular de Nuno Resende. A propaganda republicana, após a contenção do movimento (sedeado no Porto entre 19-01 e 23-02-1919) imputou responsabilidades aos monárquicos pela implosão da estrutura. Os monárquicos, em sua defesa, responsabilizaram as tropas de Abel Hipólito (militar e , em 1919, Senador por Viseu). Dado que a República venceu, foram acusados conspiradores realistas de Cinfães, como o Padre Freitas e o amanuense da Câmara Municipal, Alfredo da Silva Pimenta. Este último foi julgado exemplarmente, onde o testemunho de apaniguados do regime substituiu as provas. A ponte é uma boa metáfora para este tempo conturbado: liga duas margens nas duas direcções. A razão está de qual dos lados? (nota: no canto inferior direito é possível ver parte do grande areal de Porto Antigo).

(A disponibilização de uma cópia digital desta fotografia está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #4

«Vista das Pias», digitalização de positivo fotográfico em papel, c. 1960/1970, colecção particular de Nuno Resende.

(A disponibilização de uma cópia digital desta fotografia está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dicionário Histórico e Biográfico de Cinfães: Abel Botelho

ABEL BOTELHO
1855-Set-23, Tabuaço / Argentina, 1917
Militar, escritor e político republicano

Evocar o Centenário da República em Cinfães e não referir o escritor Abel Botelho é passar ao lado da História. Não que o militar, escritor e político republicano esteja de forma directa ligado ao município cinfanense, mas na sua vida e obra vamos encontrar pontos de ligação através dos quais podemos conhecer o ambiente social e político locais nos últimos 150 anos.

Abel Acácio de Almeida Botelho nasceu em Tabuaço, filho de um militar e professor, Luís Carlos de Almeida Botelho, e de uma senhora da pequena nobreza local, D. Maria Preciosa de Azevedo Leitão, da família Leitão que Manuel Gonçalves da Costa refere como arreigados miguelistas (COSTA, M. Gonçalves da Costa – Lutas liberais e miguelistas em Lamego. Braga: edição de autor, 1975 pp. 197198). Tendo ficado órfão de seu pai aos 12 anos, foi encaminhado ao Colégio Militar (que frequentou entre 1867 e 1872), de onde saiu com o posto de aspirante.

[Continuar a ler...]

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #3


Vista geral da vila de Cinfães, finais do séc. XIX, inícios do séc. XX. Digitalização de postal circulado, colecção particular de Nuno Resende.

(A disponibilização de uma cópia digital desta fotografia está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #2


Ponte de Caninhas, sobre o rio Paiva, entre os municípios de Cinfães e Castelo de Paiva. Digitalização de postal circulado (ed. Commercio do Porto), início do século XX, colecção particular de Nuno Resende.

(A disponibilização de uma cópia digital deste postal está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #1


Vista sobre a desembocadura do rio Paiva e ilha do Outeiro Escamarão (que, como a imagem deixa perceber não era uma ilha mas uma pequena península).
Década de 1960 [?]. Positivo fotográfico da colecção particular de Nuno Resende.

(A disponibilização de uma cópia digital desta fotografia está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Comemoração do Centenário da República em Cinfães

Obrigado a todos pelas mensagens de apoio contra o triste acto de desrespeito cometido na sequência do projecto de Comemoração do Centenário da República, por nós lançado, em Janeiro deste ano, entre as Escolas de Cinfães. De todas as notas solidárias, não poderia deixar de destacar este sempre arguto e oportuno pensamento poético do Prof. João de Castro Nunes, que me foi dedicado nas listas do hisport.

Abaixo a ladroeira das ideias
que são propriedade pessoal
de quem vida lhes deu, mas que afinal
ninguém respeita, nem sequer a meias!

João de Castro Nunes

Comunicamos que, com o acervo fotográfico disponível, reunido em anos de investigação, iremos promover aqui, neste sítio, o desenvolvimento do projecto em epígrafe. Contamos com a colaboração de todos os estudantes de Cinfães, professores, em suma, todos os cinfanenses, interessados na cultura da sua terra e na promoção de uma mensagem de cidadania para o Futuro.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Comunicado.


(foto 1 - clique para aumentar)


A 4 de Janeiro do presente ano tomei a iniciativa de enviar uma circular aos Conselhos Executivos e Directivos das principais escolas e agrupamentos escolares do município de Cinfães. Numa breve exposição propunha que se congregasse a Escola, através dos seus docentes e discentes, e as comunidades locais. em torno de uma iniciativa inclusiva que recordasse o Centenário da República a partir de uma perspectiva social e dinâmica abrangente. A ideia era resgatar o património fotográfico individual e familiar local dos últimos cem anos, o qual seria digitalizado, devidamente acomodado e estudado com fins pedagógicos e científicos.

De todas as Escolas contactadas, apenas uma professora do grupo de História do Agrupamento de Escolas de Souselo louvou a iniciativa, comunicando a sua adesão à mesma.

Junto com a circular, enviei um memorando (foto 1) que, de forma provisória, dava conta de alguns elementos do projecto, tais como a finalidade, os objectivos e um breve cronograma.
Até ao presente mês (Maio) resposta alguma, oficial, recebi.

Ontem, ao consultar a Revista Municipal Cinfães, no seu número 40 fui confrontado com um anúncio intitulado «Álbum de recordações», onde se solicitava a recolha de fotografias antigas e desenvolvia a ideia de «reunir essas imagens e construir uma base de dados digital que depois poderá ser utilizada para diversos fins: exposições, publicações imprensas [sic], elaboração de postais, colocação na página electrónica da Câmara [...]».

Como se pode comparar pelo memorando em anexo e pela reprodução gráfica do site da Câmara com o texto da revista (foto 2), as semelhanças são gritantes.


(foto 2 - clique para aumentar)

É uma situação, no mínimo flagrante, de plágio. Como cidadão, mas sobretudo como autor e como historiador - ofício já tão pouco dignificado - sinto-me profundamente magoado por ver o desrespeito votado à maior das criações humanas: o pensamento.

Já não se pede que se pague, por que abnegado, o trabalho em prol da própria terra mas haja, pelo menos, respeito pelos direitos autorais e pela livre criação, eixos tão esquecidos e maltratados e, no entanto, contemplados no artigo 42.º da Constituição da República Portuguesa.

Nuno Resende

Publicado em Histport

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Bibliografia cinfanense #2

A freguesia de Travanca

25x18 cm
BROCHADO, Abílio da Costa - A Freguesia de Travanca. Da vida do Povo Português - História, costumes, tradições e linguagem de uma pequena aldeia da Beira-Douro
Separata do Boletim da Casa Regional da Beira Douro
Porto
1957

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Resistência monárquica em Cinfães (1919)


Panfleto de propaganda exaltando a proclamação da monarquia.
Editado pela Junta Monárquica de Nespereira (c. Cinfães)
C. 1919




Publicado em VENTURA, Jorge - «A Monarquia do Norte em Cinfães (relato de alguns episódios). Terras de Serpa Pinto, 8 (1998) 35-68 e aqui.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Dicionário Biográfico de Cinfães: José da Silva Cardoso Pereira e Vasconcelos

José da Silva Cardoso Pereira e Vasconcelos (séc. XVIII, n. Marcelim, Tendais – f. Souto do Rio, Cinfães)
Pescador, comerciante e proprietário
 

José da Silva Cardoso Pereira e Vasconcelos, que terá nascido no final da primeira metade do século XVIII, é um caso de sucesso que contradiz a ideia da sociedade de classes do Antigo Regime, fechada e avessa à mobilidade social. A sua vida diz-nos muito sobre a capacidade empreendedora do homem setecentista e, mais ainda, da tenacidade dos filhos ilegítimos, a quem por lei ou por tradição nem sempre eram dadas as mesmas oportunidades. Encontramos a referência à sua vida no folhetim "Os dois falladores", da autoria do notário A. Cardoso Pinto de Vasconcelos*, publicado no jornal A Justiça:
O Álvaro José Cardoso Pereira de Vasconcelos, que foi capitão de ordenanças [do concelho de Cinfães], casou-se com D. Quitéria Eufrásia Pinto de Vasconcelos; mas deste matrimónio não lhe sobreviveram filhos. Teve, porém, um filho natural de nome José da Silva Cardoso Pereira e Vasconcelos Montenegro, sendo sua mão Maria Rodrigues, solteira, de Marcelim da freguesia de Tendais, filha de Manuel Rodrigues e Natália Rodrigues Ribeiro, do mesmo lugar de Marcelim. Este José da Silva Cardoso Pereira e Vasconcelos Montenegro, filho único, natural e perfilhado pelo pai dito capitão, Álvaro, em vida do pai tomou conta da administração da casa, e pelo seu trabalho de pescador exímio chegando a auferir da pesca 600$000 réis anuais, e de comerciante de frutas de espinho e de madeiras, tornou o cais do Souto do Rio um dos melhores do Rio Douro (1).

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Românico de Cinfães

O município de Cinfães acaba de aderir à Rota do Românico sendo incluído num interessante projecto de turismo cultural que há cerca de uma década marca a região do Vale do Sousa. Esperamos que, com esta iniciativa, se olhe com mais atenção para o património religioso e que, sobretudo, se invista mais na salvaguarda e no estudo do legado que recebemos dos nossos antepassados. Não basta, contudo, providenciar sinalética que indique a presença de monumentos. É preciso conhecê-los, respeitar a sua funcionalidade religiosa e compreender a sua existência. P.S. E esperamos que os técnicos tenham o bom senso de ultrapassar os anacronismos burocráticos actuais e, ainda que vinculando Cinfães aos Vales do Sousa e Tâmega, respeitem as especificidades do românico duriense. Até porque a arte e a cultura não se formatam segundo grelhas administrativas actuais...
Fotografia: Igreja de Tarouquela (créditos: Hélder Reis (c) Olhares) um belo exemplar da arquitectura românica, profundamente alterado interiormente e prejudicado pelo enquadramento a que foi submetido.

sábado, 9 de janeiro de 2010

O condestabre de Portugal, : D. Nuno alvres Pereira (1627)

Canto XX
[...]
A muytos terras deu, descanso, & vida,
Rendas, estados, bens, terras reparte,
Deixando aos claros netos igual parte.
Tendaes, terra de Payva, & de Lousada
Maritima Loulé sempre importante,
A desejada, & belicosa Almada
Deu á neta isabel ditosa Infante,
Que já com o claro tio desposada
Antecipava as glorias de adiante,
Para encher de venturas toda Espanha,
E de troféus toda a terra estranha.
[...]

Francisco Rodrigues Lobo

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Bibliografia cinfanense #1

As cantas e os cramóis

24,8x18,6 cm
BONITO, Rebelo Bonito e PEREIRA, Vergílio - As "Cantas" e os "Cramóis" do Cancioneiro de Cinfães como formas arcaicas da Etnografia Musical.
Separata do Boletim do Douro-Litoral (n.º 1, III série)

Speech by ReadSpeaker