quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Rotas sem rumo

A ideia de criar percursos pedestres, devidamente delineados e homologados pelas instituições nacionais e internacionais que regulam o pedestrianismo, tem sido uma prática constante e cada vez mais frequente em território português. A ideia de rota, seja automóvel ou pedestre, tem sido cada vez mais aplicada em contexto do turismo e lazer. Contudo, se os motivos primários ou principais dos viajantes e viandantes possa ser os da fruição da paisagem e do território, ou o exercício físico, o conhecimento e o saber constituem uma mais-valia deste tipo de iniciativas. Afinal, diz-nos o ditado «para aprender viajar ou ler». Infelizmente, constatámos que no caso de Cinfães e do Montemuro, as rotas pedestres delineadas não estão devidamente preparadas para informar o viandante sobre o que vê durante o seu percurso, relativamente à História e patrimónios locais.

Há algum tempo atrás  verificámos no sítio em-linha denominado Rota da Água e da Pedra, da ADRIMAG que o autor do texto (não declarado) escreveu o seguinte, a respeito das fragas da Penavilheira, sobre a Bestança:

 «Bem perto das fragas da Penavilheira, e sobre o rio Bestança, ergue-se a Ponte de Soutelo, datada da época medieval. Construída em pedra, com um arco de volta perfeita de 9 metros de diâmetro, e com um piso formado por lajes de grandes dimensões, esta enquadra-se de forma perfeita na paisagem».

Noutro ponto escreve:

 «A Ermida de São Pedro, erguida aqui no lugar do Campo, é uma homenagem ao apóstolo de Cristo, e primeiro papa da igreja católica. De datação indefinida sabe-se que, pelo menos no início do século XVII, já existiria por aqui um edifício. A construção da ermida neste planalto deve-se, provavelmente, à procura, por parte da população, da proteção divina de São Pedro, já que as rigorosas condições deste planalto serrano punham em risco as culturas cerealíferas aqui existentes. Conhecida de longa data é, também, a romaria que ainda hoje se realiza no Campo, todos os anos, no dia 29 de junho sendo, provavelmente, a festa mais importante da serra do Montemuro. Esta romaria foi, ao longo dos anos, um importante local de trocas comerciais, entre os habitantes da serra.»

Se no primeiro caso a informação é completamente infundada, sendo a ponte de Soutelo obra contemporânea, (como já tivemos a oportunidade para esclarecer aqui) o segundo excerto revela a adulteração de um texto que publicámos aqui no História de Cinfães. O mesmo foi alterado e adulterado, retirando-se dele o sentido original e induzindo o leitor em erro, nomeadamente ao afirmar que existiam «culturas cerealíferas» naquele planalto.
Mais recentemente reparámos que, no âmbito da recente criação do quer os folhetos informativos, quer os mostruários colocados à margem de alguns caminhos da região de Bestança exibiam informações erradas sobre o património local.
O excerto abaixo (retirado de um mostruário colocado no lugar de Quinhão, freguesia de Tendais) é expressivo:




Fala-se de um pelourinho manuelino em Meridãos (!), quando o que se ergue no centro do povoado é um cruzeiro dos centenários, edificado no âmbito da triplíce comemoração salazarista de 1140-1640-1940.
Cruzeiro da Independência, datado de 1940, referido como «pelourinho manuelino» por uma edição do Município de Cinfães. Foto de NR (c) (1996).

À parte a má construção frásica da maioria dos textos e a complexidade do teor mesmos - inacessível e «ilegível» para muitas pessoas - esta «desinformação» constitui grave prejuízo para quem visita. Como é possível que se confunda um cruzeiro de 1940 com um pelourinho? Como é possível que se copie informação que circula na internet sem confirmar se é verdadeira ou infundada, se tem autoria e qual a autoridade da mesma?
Estas questões não são de somenos importância. As nossas instituições públicas têm o dever de prestar informações correctas e de qualidade - afinal são (ou deveriam ser) escrutinadas pelos cidadãos que para elas contribuem com o seu trabalho e impostos.
Esta fulgurante criação de rotas em que o interessa é assinalar pontos num mapa, sem que o que lá está interesse minimamente enquanto produto cultural ou pedagógico, não constitui investimento sólido, nem rentável. A veiculação de lugares-comuns ou clichés: como «água», «pedra», «montanha», «mágico» é tão vazia quanto os conteúdos  apresentados, quando na realidade os percursos são delineados por um território riquíssimo em patrimónios que não apenas o natural.
Se existem técnicos do ambiente, biólogos e outros especialistas que asseguram a fiabilidade dos abundantes termos técnicos que os folhetos e mostruários apresentam sobre a fauna e a flora locais, também existem patrimonialistas, historiadores e historiadores de arte formados nas mesmas Universidades Portuguesas que os primeiros.
As rotas são absolutamente necessárias, sobretudo as pedestres, pois estimulam práticas desportivas, o encontro e o respeito com a natureza e o ambiente, mas se não forem inclusivas e se não servirem propósitos também pedagógicos, são inúteis.
Aqui no História de Cinfães, temos tentado educar pela salvaguarda e continuaremos a fazê-lo sempre que, como nos casos acima descritos, se justifique.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A Gralheira (Cinfães) e José Leite de Vasconcelos.





Fotografias publicadas em
ROCHA PEIXOTO - Obras, vol. I Estudos de etnografia e de arqueologia. Póvoa do Varzim: ed. da Câmara Municipal, 1967.[Org. pref. e notas de Flávio GONÇALVES]


Já aqui falámos de Augusto Brochado, cuja figura se destaca no conjunto dos representantes de Cinfães na sociedade portuguesa do século XIX. Embora desconhecido local e nacionalmente devido, em parte, à sua morte precoce, a curta vida e obra (1862-1885) de Augusto Brochado é representativa do clima político e ideológico que se gizava na Universidade de Coimbra durante a segunda metade do século XIX, de onde saíram nomes como Eça de Queirós, Antero de Quental, Teófilo Braga, entre outros.
Pelo menos dois dos irmãos de Augusto seguiram também os estudos em direito na Universidade de Coimbra, um de nome Cristóvão e outro chamado Acácio.
Cristóvão Pinto Brochado não se destacou na imprensa da época como seu irmão Augusto mas teve, indirectamente, um papel fundamental no estudo da História, Arqueologia e da Etnografia portuguesas que se desenvolviam, então, pela mão de José Leite de Vasconcelos (1858-1941). Da mesma forma que o irmão se correspondeu com aquele prolífico cientista também Cristóvão dirigiu várias missivas ao investigador que nelas logrou encontrar elementos aproveitados em livros e artigos que escreveu.
Naturalmente Cristóvão Pinto Brochado era um informante sobre as coisas da terra de onde era natural, Cinfães. Outrossim, tendo depois da sua formatura ocupado o lugar de secretário da Comissão Administrativa daquele concelho, podia com facilidade aceder a pessoas, lugares e informações sobre assuntos de história e tradição locais (1).
A sua vasta correspondência produzida na primeira vintena do século XX guarda-se entre o acervo documental do ilustre arqueólogo J. Leite de Vasconcelos, no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa e das várias cartas ali guardadas uma (datada de 1-5-1903) chamou-nos a atenção pela riqueza do discurso que passamos a transcrever:


«Antes de encommendar os trajos que pretende para o Museu, tenho a diser-lhe que os serranos da Gralheira empregam na factura das roupas exteriores duas qualidades de panno – a saragoça e o burel. A saragoça é importada de fóra e o burel é manufacturado por elles da lã das ovelhas e por isso mais empregado do que a saragoça. Em vista d’esto peço-lhe me diga de qual dos pannos deseja que seja feita a roupa para homem. As camisas mais usadas, tanto para homem co//mo para mulher, são de estopa.
Parece-me que para o trajo de homem ficar completo será indispensável uma camisa de estopa, feita na Gralheira. Em todo o caso não a mandarei fazer sem autorisação sua.
As calças de cú aberto (é este o nome por que são conhecidas) usadas na Gralheira e n’outros lugares pelas creanças, também me parecem typicas e dignas de figurar no Museu.
Já encommendei os sirguados [?] que pretende.
Desde já lhe agradeço mui//tissimo o numero d’O Archeologo que fala de Sinfães. […] (2)


São insistentes os pedidos e sugestões de Cristóvão Brochado, em cartas anteriores e posteriores a esta, sobre uma ida à Gralheira. A 3 de Março de 1901 escreve «espero que não se esqueça do nosso passeio ás terras deste concelho e especialmente á Gralheira» e a 1 de Setembro de 1901 lembra o «projectado passeio à Gralheira». Não temos a certeza que Leite de Vasconcelos tenha efectuado o dito passeio, mas sabemos que explorador esteve em Cinfães em 1900 e talvez tenha estanciado na casa de Valbom, onde vivia Cristóvão e a sua família.
Certo é que a Gralheira despertava o interesse de homens da ciência desde finais do século XIX e continuou a despertá-lo até bastante tarde. Já aqui falámos dos estudos de António Pereira Ramalho, um médico ligado à primeira investigação pneumológica na serra de Montemuro (3) e em Rocha Peixoto que fez publicar num dos seus estudos etnográficos as imagens acima reproduzidas que de certa forma materializam em imagem o que Cristóvão descreveu na sua epístola.
O interesse pelos costumes, pelas tradições e até por um certo distanciamento civilizacional, em suma, pelo pitoresco, percorreram as ideias dos intelectuais de finais do século XIX que assim justificavam origens e sistematizavam a sociedade em lugares e estratos devidamente organizados. Os seus estudos foram fulcrais para se criar o folclorismo que o Estado Novo acalentou e que caracteriza, ainda hoje, parte do interesse local e supralocal sobre as coisas «típicas» das terras de Cinfães.

NOTAS:
(1) - Sobre Cristóvão Brochado escreve António Cardoso de Vasconcelos, nas suas Memórias de Sinfães (redigidas antes de 1907): «Solteiro tendo frequentado o curso de preparatorio de Lamego e Coimbra, onde muito illustrou o seu espirito, e secretario muito digno da administração de Cinfães». Sabemos que Cristóvão casou a 14 de Abril de 1912 com D. Maria Amália Semblano, Arquivo Diocesano de Lamego, Fundo Geral, Memórias de Cinfães mss. 314, S. Cristóvão de Nogueira, Cap. 2.º, N6 - Familia Lacerda de Valbom.
(2) Museu Nacional de Arqueologia, espólio de José Leite de Vasconcelos, [epistolografia], cartas de Cristóvão Pinto Brochado (1903).
(3) O estudo que referimos está disponível em-linha: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/17248 .

quarta-feira, 1 de junho de 2016

«Escrupulo de consciencia e impulso de caridade»

Ruivais: lugar onde possivelmente existiu a Roda - instituição que acolhia anonimamente crianças abandonadas.


Numa região onde, na época moderna, as taxas de ilegitimidade são altíssimas, como já tivemos questão de provar em relação a Tendais (1), colhem-se algumas descrições mais completas destes casos: relações ilícitas de mancebia ou concubinato que, ou eram toleradas socialmente ou anatemizadas pela legislação canónica e civil. Pela documentação percebemos que as relações entre homens e mulheres não casados são bastante frequentes na região de Cinfães, no período dos séculos XVI a XIX, havendo inclusivé a denominação de mulheres juradas para as mulheres que justificavam os filhos ilegítimos com a promessa de casar com o seu companheiro, «e isto já pello uzo tão versado nesta freguezia [Cinfães] se não estranha, nem se faz Cazo» (2), como assinala o reitor de Cinfães em 1707.
O destino de certas crianças nascidas destas uniões ilícitas, fosse pela vergonha social da mãe ou dos pais, fosse pela incapacidade económica para a sua criação, era a Roda - instituição gerida pelo Município onde se deixavam os recém-nascidos posteriormente entregues a amas ou família de acolhimento. Existiam Casas da Roda em Ferreiros de Tendais e em Piães, para onde se encaminharam milhares de crianças aos longos dos séculos XVI e XIX, como testemunham os livros de registo paroquial.
O excerto transcrito abaixo é expressivo de uma destas situações que marcaram o panorama social e demográfico da época moderna na região de Cinfães e Montemuro que, não obstante as visitações, as admoestações do poder religioso e a pressão das convenções, admitia abertamente tais casos.
 
(1) Resende, Nuno - "Segundo consta e é notório": ilegitimidade, mulher e família em Tendais (1751-1810). Prado. n.º 4 (2010). p. 24-53. 
(2) ADL, paroquiais, São João Baptista de Cinfães, baptismos, fl. 84-84 v.



1789, Abril, 18, Ferreiros de Tendais – Extracto do livro de assentos de baptismos da freguesia de Ferreiros de Tendais, em que o abade Bento Cepeda testemunha um caso público de mancebia. No seguimento do registo do acto de baptismo de Maria, filha de Ana, solteira, do lugar de Aldeia, e de José Martins o abade expõe as práticas adúlteras entre ambos e as estratégias para ocultação dos nascimentos delas resultantes. Arquivo Diocesano de Lamego [ADL], paroquiais, São Pedro de Ferreiros de Tendais, livros mistos (casamentos 1773-1805), fls. 50-50 v.º. Nota: as abreviaturas foram desdobradas para uma melhor leitura e compreensão do teor do texto.


[...]
[Fl. 50]
Declaro por escrupulo de Consciencia, e impulso de caridade, que eu declarei por Pae da sobredita criança a Jozé Martins, chamado o Alferes de Aldeia, não obstante virme maliciozamente pedir o nam puzesse por Pai, porque hi certo, publico, e sem a menor duvida, que elle hé o Pae da dita criança: e devo certificar, e certifico com juramento in verbo Sacerdotio que este homem há muitos annos anda amancebado com a dita Anna Silva, tida, e mantida, de que faz mençam o Assento supra, tida, e manteuda em hua Caza sua quazi pegada a Caza, em que elle habita. Esta mancebia he notoria, e escandalozissima em toda a Freguezia, e sem ser bastante para os emendar toda a minha Pastoral Vigilancia, e Apostolico Zelo, porque com inaudita incorrigibilidade tem Sempre illudido as minhas vivissimas reprehensões. Tem tido da dita amiga quatro filhas: a primeira chamada Anna Joaquina, que ella pario no Porto conduzida por elle, e poz a criar na roda, dando por sinal com o maior atrevimento o meo sobrenome. A segunda chamada Joaquina, pario ella no Lugar de Aldeia, em que habita; mas elle a levou furtivamente a bautizar na Freguezia de Oliveira do Douro, e a poz a criar em Paredes em Caza de Manuel da Mouta. A A = // 
[fl. 50 v.]
A terceira chamada Maria nasceo tambem em Aldeia, mas elle a levou para Aregos a bautizar, e criar. A quarta hé a de que faz menaçam o Assento Supra. Tudo o que acabo de escrever nam padeçe a menor duvida. Ferreiros 18 de Abril de 1789.
O Abade Bento Pinheiro d Orta da Silva Cepeda

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Dicionário biográfico e histórico de Cinfães: comendador Victorino Amaral (1858-1926)

VICTORINO VAZ PINTO DO AMARAL
Fundoais, Oliveira do Douro Cinfães - 1858-1926
Industrial emigrante e filantropo

Comendador Victorino Vaz Pinto do Amaral (1858-1926). Foto de Livro de ouro de homenagem ao Brazil e Portugal


- Isso era antigamente. Hoje, quando se volta, até se traz mais gordura. Olha o Marques, de Sinfães.
- Eu tenho fé- insistiu Deolinda - que o pai, mesmo sem sair daqui, podia chegar a viver bem.
- Como?
- Não sei; tenho fé.

Ferreira de Castro, Emigrantes, 1928.

A emigração para o Brasil constituiu, em Cinfães, um dos exemplos mais flagrantes do empobrecimento das suas comunidades. Fruto de várias adversidades, desde a pulverização da terra à forte tributação dos produtos nela explorados – tantas vezes sujeitos a más anos agrícolas – estas e outras condições demográficas forçaram a dispersão da mão-de-obra por outros ofícios e geografias.
Nas classes inferiores os que podiam contrariar a imobilidade social, seguiam ofícios diversos dos dos seus pais e avós, procurando singrar em profissões mais rentáveis e melhor aceites.
Outros, procuravam destinos distantes para pagar com a força braçal um futuro que se esperavam mais promissor em relação ao que deixavam na terra  natal.
São incontáveis os exemplos de emigrantes em Cinfães. Sem uma estatística conhecida, apenas os registos já recolhidos, alguns deles associados a um rosto, permitem vislumbrar o caminho, nem sempre fácil, destes homens e mulheres. Parece certo, porém, que a maioria não singrou como desejava no trilho do êxito, como achava Deolinda, personagem do romance «Os Emigrantes» de Ferreira de Castro, que até alude a um exemplo de sucesso da emigração, o Marques, natural de Sinfães.
Não obstante a existência de uma clara maioria de massa anónima emigrante, registam-se alguns casos de sucesso, como o de Victorino Vaz Pinto do Amaral que, tendo nascido em Fundoais, a 29-10-1858, emigrou para o Brasil apenas com 13 anos de idade, em 1871 (nota 1).
Instalou-se no Rio de Janeiro e de empregado do comércio, alcançou o estatuto de empresário das indústrias do sabão e das velas.
O seu percurso como industrial, não o afastou, quer da sua terra, quer do auxílio ao próximo. Foi filantropo e benemérito de várias instituições ligadas à comunidade portuguesa no Brasil, tais como a Real Sociedade Beneficiencia Portugueza (da qual possuía a Cruz Humanitária);  o Real associação Beneficente Condes de Matosinhos e de S. Cosme do Valle (de que era grã-Cruz e Grande Dignitário), o Real Centro da Colonia Portugueza e a Associação dos Empregados do Commercio do Rio de Janeiro (nota 2).
Em 1901 criou-se no Rio de Janeiro a «Caixa de Caridade Victorino do Amaral», homenegeando a actividade caritativa daquele cinfanense emigrante. O rei D. Carlos premiou a sua obra social e concedeu-lhe o título da Comenda de Mérito Industrial a 14-11-1907 (nota 3).
Foi o comendador Victorino um dos responsáveis pela preparação da recepção do rei D. Carlos ao Brasil em Junho de 1908 – viagem que não se chegou a realizar pela morte prematura do monarca e do seu filho, assassinados a 1 de Fevereiro daquele ano. No entanto o seu nome ficou registado na obra que comemoria esse evento, sendo aí elogiado como um «comerciante honesto e probo».
Regressou a Portugal no fim da sua vida, tendo falecido em Fundoais a 18-10-1926, de onde eram naturais os seus pais, Manuel Vaz Pinto do Amaral e Maria de Jesus (nota 4).


NOTAS:
1) - Arquivo Distrital de Viseu [ADV], Governo Civil, Passaportes, cx.3399 nº600/5 f.75v-76;
2) - Cf. [S.a.] - Livro de ouro de homenagem ao Brazil e Portugal. Lisboa: [Escola Typographia das Officinas de S. José], 1908.
3) - Arquivos Nacionais - Torre do Tombo - Registo Geral de Mercês de D. Carlos I, livro 1, fl. 2.
4) - O livro paroquial respeitante ao ano do seu assento de baptismo não se encontra depositado nem no Arquivo Diocesano de Lamego, nem nos fundos do Arquivo Distrital de Viseu. Contudo, através do baptismo de um seu irmão chamado Constantino, sabemos serem pais de ambos Manuel Vaz Pinto do Amaral e Maria de Jesus (ele proprietário), avós paternos Francisco Vaz Pinto e Josefa de Jesus, ambos de Fundoais e avós maternos Joaquim Teixeira e Maria de Jesus, do Lodo. Foi padrinho deste irmão Vitorino Pinto Correia, escrivão de direito, É provável que o tenha sido também do antecessor, explicando-se assim a origem do nome do futuro comendador, cf. Arquivo Diocesano de Lamego [ADL], Paroquiais, baptismos, ano de 1861, assento n.º 7, fl. 3.

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